sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Edição 1 - Nossa Aldeia

Banca de Avenida Paulista em plena Santa Isabel
Referência cultural
 

Véronique Hourcade
A ideia foi plantada há quase 20 anos. E muita gente não acredita que poderia dar certo
No começo dos anos 90, Antônio Magalhães Almeida Prado, veio de São Paulo para Campinas em busca do mestrado em Física, na Unicamp. No entanto, uma placa de vende-se acabou por mudar o rumo de sua vida e hoje ele é responsável por um ponto comercial instalado em um dos cruzamentos mais movimentados de Barão Geraldo. Com a Banca Central, mais do que comercializar jornais e revistas, ele planejou um espaço diferenciado de apoio às atividades culturais.

“Havia uma banca instalada aqui. Daquelas bem antigas, pequenas, de ferro. Do tipo que o jornaleiro fica do lado de fora. E vi que tinha uma placa de vende-se. Parei ali na esquina da frente. Fechei os olhos e pensei: vou fazer uma banca de avenida Paulista”, lembra ele, apontando para a calçada do outro lado, em frente à praça, onde funciona agora um restaurante.

Passados 15 anos, o local é ponto de encontro e referência cultural. E ele, conhecido por quase todo mundo em Barão, como o Vico da Banca Central. 

Os do contra
Vico ouviu muitas opiniões contrárias ao projeto, inclusive dos profissionais da área editorial. “Me diziam para não fazer, que não daria certo. Houve muita resistência no começo. Mas, eu não acreditava que não poderia dar certo, com todo esse potencial que há em Barão”, justifica.

Desde o início, com a banca, ele ajudou a divulgar apresentações musicais e saraus. Entrou em contato com os grupos de teatro de Barão e passou a vender ingressos dos espetáculos.

Periodicamente, contratava músicos para que tocassem ao lado da banca, cedeu espaço para declamações de poesias, promoveu um festival de quadrinhos e com a reunião de amigos, incentivou o carnaval de rua de Barão, resultando na criação do bloco Berra Vaca. O local já serviu como ponto de encontro da garotada que queria aprender, se aprimorar ou simplesmente brincar com as manobras do ioiô e, claro, para a tradicional troca de figurinhas aos sábados.

O forte do negócio
No entanto, vender jornais e revistas é o forte do negócio. “As bancas são ponto de referência de informação. Por isso, insisto para que o pessoal que trabalha aqui, comigo, leia”, afirma Vico. Afinal, explica ele, é muito comum as pessoas irem à banca para trocar ideias, conversar e discutir sobre assuntos da atualidade. Partindo do pressuposto que para trabalhar com informação é necessário estar bem informado, Vico acredita ser esse outro diferencial no atendimento.

Ele conta que sempre gostou de ler e desde criança era um frequentador assíduo de bancas. “É uma satisfação ter o retorno dos clientes. Isso é resultado de muito trabalho. Não é por acaso”, conclui.
Ir à  banca para tomar um café expresso, conversar e, de quebra, comprar uma revista ou um jornal. Ou mesmo um charuto. E isso até passadas as 23 horas de um dia qualquer. Enfim, uma banca de avenida Paulista, no centro de Barão.

2 comentários:

  1. Alô Vida Vã...
    Maravilha! mais um canal de informação pro nosso Barão Geraldo.
    Sou o Inácio, do BerraVaca. E estamos compartilhando a alegria de ter mais gente para união por mais condições para nosso distrito.
    Podemos dar um histórico da formação do nosso bloco, e do Carnaval/Barão a partir de então... (1999/2000).
    O Vico(Bca Central)é nosso amigo e parceiro (desde sempre), porém não teve participação na formação do Bloco. Nós escolhemos sair de lá por ser um lugar central e principalmente por ser perto da ex Capelinha Santa Isabel (onde atualmente é o Santander).Nosso querido Vico é BerraVaca e sempre nos apoiou...estamos juntos.
    Saudações BerraVaca!...

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  2. Olá Inácio!
    Legal, obrigada pelo comentário. Manda um e-mail para a gente, com os teus dados, assim podemos entrar em contato (vida.barao@yahoo.com.br).
    Grande abraço
    equipe Vida Vã

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