quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Edição 1 - O jeito de ser Vila São João

Um pedaço de Barão que circula pelo YouTube

Morar na Vila São João é uma opção, um estilo de vida. Localizado entre a estrada da Rhodia e a avenida Santa Isabel, na região central de Barão Geraldo, o bairro se diferencia não só pelo fato de não ter asfalto, já que tantos outros também não têm, mas pela comunidade que ali vive e reforça as características iniciais do local.

Os moradores vivem em harmonia com as ruas de terra (e com todas as consequências que isso traz, como buracos, poeira e lama), com as enormes árvores e diversos animais que eventualmente aparecem por ali.

Porém, mais do que o contato com a natureza, o que chama a atenção é a mobilização das pessoas para a preservação do local, a união para ocupação e manutenção dos espaços públicos e a intensa convivência que existe entres eles.

O começo – Tudo na Vila começou com Maria Luiza Pedreira Passos Guedes – ou melhor, a Dona Lu, como era conhecida – e que logo na entrada da Vila deixou sua “marca”, decorando a praça com vitrais e bancos cuidadosamente instalados à sombra das copas das árvores. Um constante convite para o descanso e contemplação da natureza.

Outra característica está em várias casas, construídas com material de demolição, uma de suas paixões. Para entender um pouco da história da Vila São João e essa personalidade que foi a Dona Lu, o documentário “Vila São João: um retrato de DonaLu”, de Leandro Souza, é uma boa pedida. Disponível no Youtube, o documentário está dividido em duas partes - http://www.youtube.com/watch?v=lZZsFQ9ngOc e a segunda parte no link http://www.youtube.com/watch?v=qAu3edpMisA – e desde a postagem, em julho do ano passado, teve, até o fechamento desta edição, 778 visualizações.


Lugar mágico – “Vivo há onze anos na Vila. Um lugar mágico”, comenta Charles Leitão. "Vizinhos se conhecem, conversam e, geralmente, são amigos. Um barato. Professores, músicos, estudantes. Tudo se mistura”.

Adriana Arantes Ferreira reside no bairro desde 2004, e ela diz que tem uma relação de amor com a Vila. “No Verão enfrentamos o barro, umidade e, no Inverno, a seca nos trás o pó em demasia. Fora os animaizinhos estranhos que nos fazem uma visita vez ou outra. Mas a paisagem, o perfume, os sons dos pássaros, as pessoas transitando pela rua sempre com alto astral e disposição são inesquecíveis. Adoramos a ocupação dos espaços públicos que temos, com as duas praças”.

Documentário – Tamanho é o fascínio que a Vila desperta, em moradores ou não, que o bairro também foi o tema de um mini documentário produzido por uma turma do curso de Jornalismo da PUC Campinas (http://www.youtube.com/watch?v=bFY7ZCKT8q8&feature=youtu.be).

Nesse trabalho, moradores falam sobre o bairro, apresentam justificativas para se posicionarem contra o asfalto e o vídeo termina com o depoimento de uma das moradoras, Chris Cardoso, que, após citar coisas do cotidiano da Vila, conclui: “Gente, porque é que vou sair daqui?”

Um comentário:

  1. Deu pra matar a Saudades da vila e principalmente de minha mãe ! obrigado....

    ResponderExcluir